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"'Tirai' a pedra, Marta!"

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INTRODUÇÃO Muitos, ao lerem o texto bíblico em João 11 — que trata da doença, morte e ressurreição de Lázaro —, defendem, "com unhas e dentes", que quando Jesus usou a expressão Tirai a pedra , estava realmente falando com Marta. No entanto, isso só acontece porque tais pregadores não prestam atenção na pontuação do referido versículo. Leia comigo o texto em análise: "Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, irmã do defunto, disse-lhe: SENHOR, já cheira mal, porque é já de quatro dias" (Jo 11.39). ENTENDENDO O VERSÍCULO BÍBLICO No versículo bíblico a ser analisado (Jo 11.39), perceba você que depois da frase Tirai a pedra há um ponto ( . ). Outro pormenor — se é que posso chamar assim — a ser observado é o verbo tirar . Tirai , de acordo com a Gramática, está no afirmativo do imperativo. É, portanto, uma ordem. Se tal frase fosse usada com o sujeito vós , que está oculto, ficaria: Tirai vós a pedra . Logo, não há como aplicar a Marta essa ordem do Mestre. Caso fosse para...

Pregador que se preze não 'enche linguiça'

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INTRODUÇÃO Às vezes, quando vou cultuar em certos templos evangélicos, não sinto vontade de ficar até o término da reunião. Não que eu já tenha ido embora para casa antes do encerramento de qualquer culto coletivo. Mas confesso que já me deu vontade... Há cultos que começam com uma enxurrada de cantorias ou, como muitos chamam, período de louvor. E isso, muitas vezes, tem roubado o tempo da pregação da Palavra (isto é, a pregação-bíblico-expositiva). Também é verdade que quando o grupo de louvor começa a reunião cantando hinos cristocêntricos e levando os presentes a adorarem a Deus o clima fica gostoso. Aliás, o salmista concorda, ao afirmar: "Entrai... em seus átrios com louvor; louvai-o, e bendizei o seu nome" (Sl 100.4 - negrito meu). Entretanto, em boa parte de nossas igrejas evangélicas não acontece assim. Ou seja, cantam-se músicas desprovidas de conteúdo bíblico, sem unção e recheadas de antropocentrismo; as quais, longe de adorar ao Senhor, visam adorar o homem. ...

Sobre o cabo da PM morto no RJ

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Se um negro mata um policial, como o recente caso do cabo da PM Derinaldo Cardoso, ocorrido na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, não há nenhuma reação e ou comoção por parte dos que se dizem em favor dos direitos humanos. Nada falam.  Se fosse o contrário, isto é, se um policial tivesse matado um negro, pronto. A mídia, em maior parte enviesada pela esquerda, o ativismo Black Lives Matter ("Vidas Negras Importam") e outros movimentos e órgãos de esquerda estariam protestando e promovendo quebra-quebra em todo o país, tudo para demonstrarem repúdio à atitude do policial que matara, na maioria das vezes em defesa da sociedade, um (bandido) negro. Mas não é novidade para ninguém que a esquerda é seletiva. Quando trata-se de defender pessoas, a vida do negro importa, desde que ele seja ideologicamente de esquerda. Se for policial, mesmo sendo negro, pode deixar morrer. A vida dele não tem qualquer nível de importância. A vida do branco também não importa, pois este é culpad...

Sobre o caso do policial que ameaçou o colega de farda em SP

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A Polícia Militar, em todos os estados brasileiros, pratica inúmeras boas ações em prol da população, mas ninguém — ou quase ninguém — vê. Basta um PM, talvez por estresse ou despreparo psicológico, fazer uma besteira, para todas — ou quase todas — as pessoas tacharem todos os policiais de despreparados ou coisa do tipo.  Antes que algum analfabeto funcional diga que eu esteja defendendo a ação do policial em serviço que apontou a arma para o seu colega de farda também em serviço, em São Paulo, eu quero mais é que ele — o infrator — seja punido dentro da Lei. O que não devo fazer — e seria leviano de minha parte se o fizesse — é acusar toda a corporação por causa do crime de um militar apenas. Por mais justiça e menos hipocrisia!

Sobre o assalto em Criciúma

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Para aqueles que estão elogiando/defendendo a atitude dos assaltantes que roubaram o Banco do Brasil em Criciúma: o fato desses bandidos terem sido estratégicos e muito bem organizados em suas (más) ações não os tornam, na melhor das hipóteses, menos criminosos ou, na pior das hipóteses, cidadãos de bem. Ao contrário, são bandidos/criminosos e terão que ser duramente punidos pelos R$ 80 milhões roubados.

Seis ou nove?

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A imagem sobre a qual falarei, nesse artigo, você certamente deve tê-la visto em alguma rede social. Se é que já não compartilhou também. Vai saber. Como pode-se ver, trata-se de dois homens, um de frente para o outro, discutindo sobre um número entre eles escrito no chão. O que está à direita afirma ver um nove (9); ao passo que o outro diz, convicto, que é um seis (6). E agora? Algumas pessoas dirão que os dois homens estão certos. Afinal, dizem elas, tudo depende do ponto de vista. Tudo é questão da interpretação que se dá ao desenho. No entanto, pensar assim é precipitar-se . É preferível  a priori  pensar que apenas um dos homens está correto, quanto ao número que afirma ver. Considerando que a pessoa que escreveu no chão teve em mente apenas um dos números, ou é 6 ou é 9 o caractere que ele escreveu no chão. Se escreveu o 6, acerta quem diz que o caractere ali é 6. Se escreveu o 9, quem disse que é 9 acertou. Não há como ser 6 e 9 ao mesmo tempo. Qual é então o número? ...

O que concluímos da premissa 'Todos os políticos são ladrões'?

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Para início de conversa, nem todos os políticos são corruptos, como deixei claro no meu artigo Todos os políticos são corruptos? . Obviamente que nem todas as pessoas concordam com o meu posicionamento. Embora eu respeite a opinião alheia, devo dizer que existem frases que, apesar de repetidas constantemente por inúmeras pessoas, são contrárias à lógica, ao que os filósofos chamam de argumento sólido , e por isso devem ser refutadas. Uma delas é a conhecida "todos os políticos são ladrões". Analise comigo o seguinte silogismo: Todos os políticos são ladrões. (Premissa 1) Os políticos são seres humanos.  (Premissa 2) Logo, todos os seres humanos são ladrões. (Conclusão) Observe que a premissa 1 é falsa (já que pode haver muitos políticos ladrões, mas não todos), a premissa 2 é verdadeira (sim, os políticos são seres humanos) e a conclusão é falsa (pois apenas alguns seres humanos são ladrões, não todos). Portanto, é falso o argumento de que todos os políticos sã...