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Mostrando postagens com o rótulo Argumento

"Professores" inimigos do livre pensamento

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Uma aluna do CMM (Conservatório Municipal de Música), em Vitória da Conquista, me falava, em uma conversa que tínhamos, sobre um professor de Filosofia que lecionava na escola que ela estudava. Segundo ela, ele disse, no primeiro dia de aula daquele ano letivo: "Vocês [alunos] são livres para pensarem diferente de mim!" Ocorre que, em outro dia, conforme relatou a aluna em questão, quando o professor entrou na sala de aula ouvira um grupo de alunas que criticava as ações corruptas de um partido e de um de seus filiados, hoje presidente do Brasil. Isso gerou uma grande revolta no tal professor, haja vista ser ele um árduo defensor tanto do partido quanto do presidente. E daquele dia em diante ele mudou seu comportamento com aquelas alunas, tratando-as com desprezo (comportamento típico de quem não tem argumento nas palavras). O mencionado professor de Filosofia incentivou seus alunos a pensarem livremente, diferente dele; mas quando as alunas expuseram o que pensava, ele simpl...

'Em vez de' ou 'ao invés de'?

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Em vez de e ao invés de são expressões que, às vezes, são usadas de modo intercambiável, ou seja, se usa uma pela outra, como se fossem sinônimas. Também é verdade que, por outro lado, há os que comumente dão significados diferentes a tais expressões. Antônio Mesquita, pastor evangélico e jornalista, em sua sucinta obra Tira-dúvidas da Língua Portuguesa , entende que o termo em vez de deve ser preferível ao ao invés de , já que ambos, segundo ele, têm sentidos iguais, como se vê nas páginas 13 e 58 da obra citada (Ed. CPAD, 3ª edição/2004). Não é o que pensa o professor de Língua Portuguesa e Literatura, Douglas Tufano, que diferencia uma expressão da outra, como afirma na nota do Dicionário Escolar da Língua Portuguesa Michaelis (Ed. Melhoramentos, 3ª edição, 1ª impressão, setembro de 2008, página 485): Deve-se distinguir ao invés de de em vez de . Ao invés de dá ideia de oposição e significa ao contrário de, ao passo que a expressão em vez de dá ideia de substituição e signific...

'Risco de morte' ou 'risco de vida'?

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Correr risco é expor-se ao perigo. Correr risco de morte é, por sua vez, expor-se ao perigo de morte. E correr risco de vida seria expor-se ao perigo de viver? No caso de um morto seria (risos). Isso se pensarmos que risco de vida significa risco de viver. Sabemos que morrer é um risco. Mas viver seria também um risco? Creio que não. Para muitos profissionais da Língua Portuguesa, o termo risco de morte (risco de morrer) é sinônimo de risco de vida  (= risco de perder a vida). Para outros, porém, a expressão correta é risco de morte apenas, por entenderem que risco de vida , por exemplo, traz a ideia de um morto que corre o risco de viver, como supracitado. Nesse caso, risco de morte e risco de vida seriam expressões antônimas. Apesar de especialistas no assunto não chegarem a um consenso quanto às expressões abordadas neste texto, é bom salientar que é correto usar tanto uma expressão quanto a outra. Escrever ou falar risco de morte é a mesma coisa que escrever ou falar ...

Seis ou nove?

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A imagem sobre a qual falarei, nesse artigo, você certamente deve tê-la visto em alguma rede social. Se é que já não compartilhou também. Vai saber. Como pode-se ver, trata-se de dois homens, um de frente para o outro, discutindo sobre um número entre eles escrito no chão. O que está à direita afirma ver um nove (9); ao passo que o outro diz, convicto, que é um seis (6). E agora? Algumas pessoas dirão que os dois homens estão certos. Afinal, dizem elas, tudo depende do ponto de vista. Tudo é questão da interpretação que se dá ao desenho. No entanto, pensar assim é precipitar-se . É preferível  a priori  pensar que apenas um dos homens está correto, quanto ao número que afirma ver. Considerando que a pessoa que escreveu no chão teve em mente apenas um dos números, ou é 6 ou é 9 o caractere que ele escreveu no chão. Se escreveu o 6, acerta quem diz que o caractere ali é 6. Se escreveu o 9, quem disse que é 9 acertou. Não há como ser 6 e 9 ao mesmo tempo. Qual é então o número? ...

O que concluímos da premissa 'Todos os políticos são ladrões'?

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Para início de conversa, nem todos os políticos são corruptos, como deixei claro no meu artigo Todos os políticos são corruptos? . Obviamente que nem todas as pessoas concordam com o meu posicionamento. Embora eu respeite a opinião alheia, devo dizer que existem frases que, apesar de repetidas constantemente por inúmeras pessoas, são contrárias à lógica, ao que os filósofos chamam de argumento sólido , e por isso devem ser refutadas. Uma delas é a conhecida "todos os políticos são ladrões". Analise comigo o seguinte silogismo: Todos os políticos são ladrões. (Premissa 1) Os políticos são seres humanos.  (Premissa 2) Logo, todos os seres humanos são ladrões. (Conclusão) Observe que a premissa 1 é falsa (já que pode haver muitos políticos ladrões, mas não todos), a premissa 2 é verdadeira (sim, os políticos são seres humanos) e a conclusão é falsa (pois apenas alguns seres humanos são ladrões, não todos). Portanto, é falso o argumento de que todos os políticos sã...