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Mostrando postagens com o rótulo Ilustração

O homem do bigode fétido

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Conta-se que certo homem, quando acordou pela manhã em sua casa, sentiu um odor desagradável. Banhou-se e perfumou-se em seguida, mas o mau cheiro continuou. Pensando que fosse sua residência que estivesse fedendo, ele saiu para passear na praça, onde encontrou alguns colegas. Conversaram bastante, sorriram muito, porém as narinas daquele homem continuavam a inalar um cheiro estranho. Passaram-se muitos dias e o homem já sentia-se incomodado com o indesejável odor que o perseguia havia algum tempo. Onde ele ia, o fedor o acompanhava. Foi quando pensou: — Já sei o que fazer! Vou a um jardim cheio de verdes e flores, onde só esteja eu. Ali, sim, poderei respirar um ar perfumado! Aqui na cidade tudo é muito mal cheiroso. E lá se foi ele... Quando chegou ao jardim, viu-se num paraíso. Tudo belo. Tudo florido. Tudo natural. — Vou respirar o aroma mais agradável, mais perfumado e mais natural, como nunca respirei em toda a minha vida! — disse ele para si mesmo. Quando inspirou profundamente,...

A festa das aves e o sapo

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As aves se reuniram em determinado lugar e decidiram, depois de várias discussões, realizar uma festa no céu. É claro que, nessa festa, só poderiam ir animais que pudessem voar: urubus, gaviões, águias etc. Animais terrestres e aquáticos ficaram de fora, haja vista a impossibilidade. Um sapo, ao saber da solenidade que haveria nos ares, se interessou e não quis perder o evento. Mas como ele iria à festa se não era um animal voador? Foi aí que o anfíbio bolou uma ideia. — Já sei o que fazer: com a minha boca eu posso me fixar na pata de uma ave, aí não vou fazer mal a ela, pois não tenho dentes, e assim poderei participar do evento no céu — pensou ele. Aproveitando que as aves organizadoras do evento tinham pousado em terra, o velho sapo correu até elas e contou-lhes o plano que tinha em mente. Elas prontamente acataram a ideia do inteligente anfíbio. Enfim, chegou o dia da grande festa no céu, e as aves se encontraram nas alturas para a realização do evento tão esperado (e o sapo entre...

O ator e o pastor

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Li, certa vez, sobre um banquete realizado em homenagem a um famoso ator, onde um dos convidados, pastor de idade avançada, pediu ao homenageado que recitasse o Salmo 23. Ele aceitou o pedido, mas com uma condição: o pastor recitar o mesmo salmo, depois dele. Acordo feito. Aquele ator levantou-se e declamou com pompa e perfeição o referido salmo, atraindo a atenção de todos os presentes àquele evento. Em seguida, o ministro — sim, aquele pastor idoso! — recitou também o conhecido texto bíblico. Quando terminou a declamação, todos os ouvintes estavam com os olhos lacrimejados, e, num momento de silêncio, o ator disse: — Ao declamar esse salmo, eu consegui, com técnicas de persuasão, prender a vossa atenção; mas esse homem (e apontou para o experiente pastor) tocou o coração de vocês! E completou: — Eu conheço o salmo; ele conhece o Pastor!

"Ele sabia assobiar bem!"

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Conta-se que certo homem era odiado por todas as pessoas da pequena cidade onde morava. Ele brigava com todo mundo, xingava quem ao menos olhasse para ele, comprava e não pagava, as crianças, quando o viam, corriam com medo, pois ele costumava ameaçá-las... Enfim, ele não era visto com bons olhos pelos moradores daquela pacata cidade. Passaram-se os anos, e o tal homem veio a falecer. Para a surpresa da família, compareceram inúmeras pessoas ao velório daquele que era rejeitado por todos. Alguns foram prestar as condolências aos familiares e dar o último adeus àquele que fora odiado por tanta gente. Outros foram apenas comemorar a morte daquele pobre homem. Porém, na cerimônia fúnebre, um homem experiente toma a palavra e diz: "Gente, devo dizer-lhe que o homem, cujo corpo está sendo velado nesse momento, foi uma pessoa odiada por todos os moradores dessa cidade. Ele fez muitas coisas más. Isso não se discute. Mas uma coisa ele fazia com muita habilidade..." Nessa hora houve ...

O guarda e o pastor

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Em determinada cidade ocorria a convenção nacional de líderes evangélicos de uma denominação cristã. Pastores, missionários e evangelistas participavam da assembleia solene, no intuito de discutir ideias para o bem da Obra de Deus naquela cidade e região, bem como a nível de Brasil. Até que um pastor, não satisfeito com uma proposta da mesa, se levantou enraivecido e verberou contra o presidente. Este o mandou sentar e ficar quieto. Aquele pastor, irritado, saiu da reunião, entrou em seu carro e partiu em alta velocidade. Transtornado, ele passou o semáforo fechado com o seu automóvel. Mas um guarda de trânsito viu a ação e o parou mais adiante. Aquele pastor, não querendo ouvir nada, disse àquele guarda: — Por que me parou? Se é para multar, multe logo! O guarda, que era cristão novo convertido, disse, pacientemente, ao furioso pastor: — Eu poderia, e deveria, lhe multar. Mas vou lhe dar apenas um conselho, embora eu seja novo na fé. Pode ser? — Diga rápido, que eu não tô a fim de ouv...

'Vá plantar batatas!'

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Certo cristão, ao acordar pela manhã, lembrou-se de um sonho que tivera naquela madrugada. Sonhou que no céu aparecia a seguinte sigla: VPB. Preocupado e, ao mesmo tempo, empolgado com o sonho, o irmão estava ansioso para saber o significado daquela visão, na qual apareciam aquelas três letras. Ele pega sua bicicleta e pedala até a casa do seu pastor, que o recebe muito bem. Este, mesmo sabendo que aquele irmão dava muito trabalho na igreja, pediu-lhe que contasse o sonho. O irmão relata todo o sonho e complementa: — Olha, pastor, acho que Deus me quer trabalhando na Obra. Eu interpretei a sigla VPB assim: Vá Pregar na Bolívia! O pastor, olhando bem nos olhos daquele crente problemático, retruca: — Sua interpretação está redondamente equivocada. O significado correto é: Vá Plantar Batatas! _________________ Nota do editor: A expressão popular "vá plantar batatas" significa vá encher a paciência de outrem .

A esperteza do gato

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Uma onça, ao encontrar-se com um gato pela mata, disse: — Caro gato, tenho percebido que você tem habilidades impressionantes, como pular e saltar com facilidade. Vejo, inclusive, que essas técnicas servem para você se defender dos predadores, não é mesmo? — Claro, dona onça! — respondeu, desconfiado, o gato. — Pode me ensinar essas piruetas? — deseja aprender a onça. Meio sem querer, mas em respeito à onça, que, aliás, era um felino maior que ele, o gato passou muitas técnicas de salto para ela, que, de imediato, tentou pegar o gato com um dos saltos que aprendera. Foi quando o gato deu um pulo e conseguiu se livrar da onça predadora. — Mas esse pulo você não me ensinou!? — reclamou a onça. — Eu não seria besta, lhe ensinando tudo, dona onça — respondeu o gato, caindo fora. Moral da história Não revele seu segredo para pessoas mal-intencionadas que fingem estar do seu lado, mas querem mesmo lhe apanhar em alguma falha, a fim de lhe decepcionar. A Bíblia concorda Sansão, nazireu de Deu...

'Eu sou o caminho'

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Conta-se que certo missionário viajou para uma terra estranha e lá foi conduzido por um guia durante a noite. Em dado momento o evangelista disse ao guia: — Não consigo enxergar o caminho, pois está muito escuro! Aquele guia sabiamente respondeu: — Eu sou o caminho! Segue-me e chegará ao seu destino. A Bíblia concorda Para chegar ao céu — destino dos salvos —, o Caminho é Jesus: "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim" (Jo 14.6). Ele é o Guia do crente, em meio às densas trevas desse mundo tenebroso! Pedro também sabia que não existe outro meio de salvação; por isso, referindo-se ao nome de Cristo, pôde afirmar: "E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos" (At 4.12).

A corrida das formigas

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Essa fábula talvez você já tenha ouvido. Conta-se que as formigas decidiram realizar uma maratona, e ganharia o prêmio aquela que chegasse em primeiro lugar. Marcaram o dia da realização do evento esportivo, e, no dia marcado, estavam elas lá. (Enquanto não começava a corrida, as formigas maratonistas aguardavam a hora da largada, fazendo alguns alongamentos.) Quando anunciaram a largada, as formigas, participantes daquela prova, começaram correr com entusiasmo. Todas queriam ganhar o troféu. E a arquibancada estava lotada de outras formigas que assistiam àquela super maratona. — Você não vai conseguir! — gritavam as formigas para a maratonista que estava liderando a prova. Ela, desanimada, para de correr. A que vinha em segundo lugar passa a liderar a corrida. — Você também não vai conseguir! — bradava a plateia que assistia à maratona, o que fez com que essa formiga corredora também desistisse da prova, no meio do percurso. Isso se repetiu com inúmeras formigas que participavam daque...

Galo bom ou galo bom de briga?

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Dois colegas — Joaquim e Manoel — gostavam de praticar rinha. Aliás, esse era o hobby deles. Em um belo dia, Joaquim procurou o amigo e fez-lhe um pedido: — Manoel, você arranja um galo bom de briga para eu comprar? — Claro que sim! Vou conseguir um para você — respondeu Manoel. Passados alguns dias, Manoel atendeu o pedido do colega: trouxe-lhe um galo bonito e saudável. Uma semana depois, Joaquim pegou o seu galo, convidou Manoel e, juntos, foram para mais uma rinha. Chegando ao local indicado, o primeiro a enfrentar o adversário foi o galo de Joaquim, que, de tanto apanhar — coitado! —, mal conseguia ficar em pé. Terminada a briga de galos, Joaquim, irritado, chamou Manoel e esbravejou: — Eu pedi para você me arrumar um galo bom de briga, não um fraco como esse! Manoel rebateu: — O seu galo é bom. Malvado é o que bateu nele! ______________________ N. do E.: O adjetivo bom tem o sentido de bondoso, caridoso. Já bom de briga equivale a hábil para brigar. Entender — ou ao menos tent...

'Deus é muito bom!'

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Conta-se que existia um rei, de um império distante, que não acreditava na bondade de Deus. Um dos súditos, entretanto, sempre lembrava ao monarca dessa verdade. Em todas as circunstâncias, dizia: — Meu rei, não desanime, porque Deus é bom! Certo dia o rei saiu para caçar juntamente com seu súdito, quando foi atacado por uma fera. O súdito, de imediato, defendeu o rei ao matar aquele animal, mas não conseguira evitar que sua majestade perdesse o dedo mínimo da mão direita. Furioso com o ocorrido, o rei, sem demonstrar mínima gratidão por ter sua vida salva pelos esforços do seu servo, perguntou-lhe: — E agora? Você vai continuar me dizendo que Deus é bom? Se Ele fosse bom eu não teria sido atacado a ponto de perder o dedinho da minha mão direita. O servo respondeu: — Majestade, apesar de tudo o que aconteceu, só posso dizer-lhe que Deus é bom, e a perda de um dedo é para o seu bem! O rei, indignado com a resposta, ordenou aos soldados que prendessem o súdito na pior cela. Passado um te...